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MIGRAÇÃO
Antes que a migração se torne um fato, um processo legal, uma transição cultural, ou um deslocamento geográfico, ela é, primeiro, um evento psicológico
que afeta tanto quem parte quanto quem acolhe.
Cruzar fronteiras transforma identidades, relações, e sonhos, porque exige que as pessoas traduzam toda a sua existência, — mesmo que não tenham que traduzir palavras.
Algumas razões para migrar são voluntárias. Outras são impostas.
1
Identidade & Expressão
UM DESAFIO EXISTENCIAL
PERTENCIMENTO
RECONHECIMENTO
Processos migratórios colocam sua identidade em questão, pois exige que você se expresse a partir dos conceitos da cultura em que você adentrou. A linguagem e outros elementos simbólicos podem transformar os aspectos pelos quais você cria vínculos e se reconhece como si mesmo. Isso pode desafiar, inclusive, suas próprias crenças sobre quem você é e sobre seus sonhos.
Luto & Trauma
2
O CAMINHO SUBESTIMADO
Migrar é uma transição que envolve deixar para trás partes de si mesmo para encontrar um mundo totalmente novo, que não se parece exatamente com aquilo que havia sido imaginado. Perdas e luto são esperados, podendo vir acompanhados de raiva, tristeza, culpa e arrependimento. A migração pode ser uma experiência traumática, pois provoca rupturas profundas, mas também pode ser superada e tornar-se profundamente enriquecedora quando bem conduzidas
TRANSIÇÕES CUIDADOSAS
ACEITAÇÃO
3
Integração & Significado
ALÉM DA ADAPTAÇÃO
PROPÓSITO
POSSIBILIDADES
A migração deve, eventualmente, permitir a integração entre aqueles que deixaram seus lugares de origem e aqueles que acolheram os recém chegados. Todas as partes precisam encontrar sentido nessa troca e reconhecer as possibilidades que emergem da diversidade. Quando essa integração ocorre, a migração cumpre a função de transformação e benefício mútuo da globalização.

Minhas intervenções clínicas são fundamentadas pela psicologia social e pela psicanálise. Abordo momentos de transição e sofrimento considerando a cultura, as condições históricas e as estruturas relacionais, indo além de sintomas individuais.
No contexto migratório, isso significa analisar expressões e padrões inconscientes pessoais juntamente às rupturas simbólicas e contingências sociais que moldam a subjetividade.
Com essa perspectiva, a terapia torna-se um processo de restauração da continuidade de si, e não somente um processo de adaptação: ela preserva a autenticidade ao lhe conferir um lugar legítimo, que também servirá como base estruturante e integrativa, evitando fragmentações.
METODOLOGIA
P S I C Ó L O G A C R P 0 6 | 2 1 6 2 8 5

ABORDAGEM
PSICOLOGIA SOCIAL COM BASE PSICANALÍTICA: Conduzo processos de desenvolvimento humano reconhecendo que o ser humano se desenvolve sempre em relação ao outro e ao ambiente em que está inserido. A cultura é a matriz que organiza significados, valores e modos de expressão, ainda que cada um elabore e viva de forma singular. O sujeito é resultado do encontro entre o que recebe do mundo e o que cria como resposta própria.
Essa base teórica oferece técnicas e conceitos para interpretar as condições psicossociais e subjetivas ou inconscientes que moldam comportamentos e identidades, favorecendo novos modos de estar no mundo. É o que poderíamos chamar de INTELIGÊNCIA CULTURAL: onde o objetivo do sujeito não é somente se adaptar ao meio ---é ampliar a consciência sobre si diante do mundo, se permitindo assim experimentar formas mais autênticas e criativas de viver e se relacionar.
Atuo através de sessões de psicoterapia individual e em treinamentos psicoeducacionais em grupo. Já atendi 500+ pessoas de 12+ países na clínica, e 2000+ através de projetos sociais ou programas de desenvolvimento.
FORMAÇÃO
Sou formada em PSICOLOGIA e pós-graduada em gestão de crise e trauma pelo Sedes-PUC (Brasil); e bacharel em Comunicação Global pela Reinhardt University (EUA).
Diversas ações voluntárias também tiveram um papel formativo para o desenvolvimento e aplicação de metodologias ativas e técnicas de inovação social, como trabalho em comunidades urbanas e ribeirinhas na Amazônia, acolhimento a pessoas em situação de rua, apoio à ativistas internacionais, e orientação para pessoas migrantes como estudantes, expatriados e refugiados.